Âncora ou acelerador?
Estava eu dirigindo em uma estrada (claro, dirigindo em um pé de repolho é que não poderia estar, ou poderia?) quando percebi que no carro à minha frente havia um grande adesivo com a frase "Feliz é aquele que teme ao Senhor".
Caceta! Que frase mais doida!
Enquanto dirigia, comecei a pensar sobre este negócio de religião e comentei comigo próprio que quando se fala em religiosidade existem dois tipos de pessoas: as que usam a religião como uma âncora e as que a usam como um acelerador.
No primeiro grupo estão as pessoas que fizeram o adesivo que eu vi naquele carro. Elas vêem Deus como um ser que age fiscalizando constantemente todos os nossos atos, nos punindo quando fazemos algo errado, quando saímos do caminho. Para estas pessoas, Deus quer que sigamos por uma estrada estreita, cheia de pedágios e mal sinalizada, e lança sobre nós severas punições caso tentemos mudar de caminho. É aquela velha história... isso pode, isso não pode, aquilo é pecado, isso é feio...
Já o segundo grupo acredita que Deus é infinita bondade, e que deseja que sigamos por estradas amplas, modernas e seguras, que avançam por qualquer direção que queiramos ir. Ou seja, Deus nos fez livres e nos deu liberdade para seguir por qualquer caminho que queiramos ir.