As várias formas de ilusão Ilusões no ambiente de trabalho Conheça - e compre - as novidades tencológias                       Softwares relacionados Opinião do leitor Seção ufologia: mitos, charlatanismo e a verdade Artigos Tracking Observatório Nossa missão
    :: Chega de babacas!

    Nosso mundo possui pessoas incríveis. Algumas possuem habilidades fantásticas e produzem obras impressionantes no campo das artes, como as pinturas de Van Gogh ou as obras de Da Vinci. Outros, através de seu espírito aventureiro, trazem descobertas que beneficiam toda a humanidade. Como Cristóvão Colombo e Galileu. Mas como nem tudo é perfeito, existem por aí pessoas tão ignorantes, que tratam tão mal seu semelhante, que não há palavra melhor para defini-los do que esta: babaca!
Início
Pense!
Ilusões
Chega de babacas
Mundo estranho
Gente que faz
Alienação
Liberdade
Dreamland
Rebele-se!
Opiniões e idéias
Psicoloko
Livro

Telescópio
Estranhos bólidos
Equipe SPOT
SETI
Sondas
Seção Ufologia
Tracking
Notícias
Links


:: Chefes babacas
Um dos comportamentos mais detestáveis que uma pessoa pode ter é o que caracteriza um chefe babaca. Ao usar a palavra "chefe", estou me referindo a qualquer pessoa que ocupe um cargo de superioridade hierárquica, podendo ser denominado não apenas como chefe, mas também como gerente, diretor, adminstrador, coordenador, líder, capataz, autoridade religiosa etc.

Mas o que caracteriza um chefe babaca? O chefe babaca é aquele sujeito que possui uma baixa auto-estima e que, por isso, precisa pisar em seus subordinados para se sentir melhor. É um tipo de pessoa realmente detestável. Tão detestável quanto as pessoas que o bajulam, que puxam seu saco, mesmo sofrendo suas ações de humilhação.

Os chefes babacas são aqueles que humilham seus subordinados, ou os tratam com desrespeito. Felizmente, a legislação no Brasil está acordando e alguns destes chefes podem ser processados por assédio moral.


Eis algumas características dos chefes babacas:

::Ações comuns aos chefes babacas

  • Escolher a vítima e isolar do grupo. (Por exemplo, pode acontecer de o chefe não gostar de um determinado funcionário, e então, sem motivo algum, não o chama para reuniões).
  • Impedir de se expressar e não explicar o porquê.
  • Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos pares.
  • Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários de sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
  • Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
  • Destruir a vítima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vítima engloba vigilância acentuada e constante. A vítima se isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
  • Livrar-se da vítima que são forçados/as a pedir demissão ou são demitidos/as, freqüentemente, por insubordinação.
  • Impor ao coletivo sua autoridade para aumentar a produtividade.

    A explicitação do assédio moral

    Gestos, condutas abusivas e constrangedoras, humilhar repetidamente, inferiorizar, amedrontar, menosprezar ou desprezar, ironizar, difamar, ridicularizar, risinhos, suspiros, piadas jocosas relacionadas ao sexo, ser indiferente à presença do/a outro/a, estigmatizar os/as adoecidos/as pelo e para o trabalho, colocá-los/as em situações vexatórias, falar baixinho acerca da pessoa, olhar e não ver ou ignorar sua presença, rir daquele/a que apresenta dificuldades, não cumprimentar, sugerir que peçam demissão, dar tarefas sem sentido ou que jamais serão utilizadas ou mesmo irão para o lixo, dar tarefas através de terceiros ou colocar em sua mesa sem avisar, controlar o tempo de idas ao banheiro, tornar público algo íntimo do/a subordinado/a, não explicar a causa da perseguição, difamar, ridicularizar.

    O assédio moral

    Se você está sendo vítima das características citadas acima, procure se informar. Chega de submissão e humilhação. Para maiores informações sobre assédio moral, acesse o site www.assediomoral.org.br.

    :: O que fazer

  • Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
  • Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
  • Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
  • Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.
  • Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
  • Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
  • Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
  • Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.

    Importante:

    Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser "a próxima vítima" e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!

    Lembre-se:

    O assédio moral no trabalho não é um fato isolado, como vimos ele se baseia na repetição ao longo do tempo de práticas vexatórias e constrangedoras, explicitando a degradação deliberada das condições de trabalho num contexto de desemprego, dessindicalização e aumento da pobreza urbana. A batalha para recuperar a dignidade, a identidade, o respeito no trabalho e a auto-estima, deve passar pela organização de forma coletiva através dos representantes dos trabalhadores do seu sindicato, das CIPAS, das organizações por local de trabalho (OLP), Comissões de Saúde e procura dos Centros de Referencia em Saúde dos Trabalhadores (CRST e CEREST), Comissão de Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e de Combate a Discriminação em matéria de Emprego e Profissão que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.

    O basta à humilhação depende também da informação, organização e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível na medida em que haja "vigilância constante" objetivando condições de trabalho dignas, baseadas no respeito 'ao outro como legítimo outro', no incentivo a criatividade, na cooperação.

    O combate de forma eficaz ao assédio moral no trabalho exige a formação de um coletivo multidisciplinar, envolvendo diferentes atores sociais: sindicatos, advogados, médicos do trabalho e outros profissionais de saúde, sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão sobre o assédio moral. Estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente de trabalho saneado de riscos e violências e que seja sinônimo de cidadania.


    * O texto sobre assédio moral, exposto acima, foi extraído do site www.assediomoral.org.br

    Veja também:

  • Comente este texto:

    Para comentar o texto, preencha o formulário abaixo:

    Seu nome :
    Seu email :
    Comentário:




    Agenda do projeto
    [31/07] :: Agendamento de teste CVD
    [30/07] :: Contato com FGAN (Alemanha)
    Venha fazer parte do nosso grupo!
    Vigília Onde Estivermos - Participe!

    Copyright 2007 by Everton Spolaor
    www.sombrasdarealidade.com.br


    Início || redespot@yahoo.com.br