Em outra cidade, muitas milhas distante, a irmã de Hans teve um pressentimento estranho. Algo em seu coração dizia que seu irmão estava em perigo. Encucada com este aperto no coração, ela resolveu enviar a Hans um telegrama, pedindo para que informasse se estava bem.
Hans achou impressionante o fato de sua irmã ter percebido que ele havia passado por uma situação de perigo e resolveu então pesquisar este estranho fenômeno. Entrou para a faculdade de Psicologia e durante muitos anos pesquisou fenômenos parapsicológicos, como a clarividência e as premonições, fenômenos estes que ninguém na época levava a sério (e mesmo hoje, a maioria das pessoas pensa que estes fenômenos são apenas fruto da imaginação).
Como ele se interessava por um fenômeno que é ignorado pela ciência, passou a ser evitado pelos colegas e a ser alvo de piadas e desconsideração. Mesmo assim, continuou suas pesquisas, trabalhando sozinho nos laboratórios da universidade. Chegou a inventar um aparelho que, colocado na cabeça dos voluntários, registrava os campos magnéticos das diferentes áreas do cérebro. Seu aparelho foi considerado um embuste, uma bobagem inútil.
Atormentado por uma infecção dérmica e pela depressão, Hans decidiu suicidar-se em 1941.
Esta é a história real de Hans Berger.
Como muitos outros cientistas, ele não pôde ver em vida os créditos de seu trabalho. Seu aparelho, que na época era considerado como uma bobagem inútil, é conhecido hoje como eletroencefalograma, ou EEG, e é responsável por salvar a vida de milhões de pessoas no mundo todo.
Conheço várias pessoas que desistiram das idéias que tiveram simplesmente porque foram influenciadas pelas críticas de seus "amigos".
Sempre que você pensar diferente vai haver um monte de gente querendo te impedir de sair do marasmo, da mesmice, do lugar comum.
Se você acredita nas suas idéias, vá em frente. Não se deixe travar diante de pessoas negativas, que além de não criarem nada novo, incomodam-se quando vêem alguém criando.
Um abraço!
Everton Spolaor