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Eu tenho a característica de fechar todas as minhas aulas com uma historinha e se acaso não conto os alunos cobram. Já aconteceu de acabar o tempo de aula, eu querer ir embora e eles ficarem esperando, rs...

Bom, tem uma em particular que gosto muito que é a história do casal acostumado a tomar o café na copa e ao olharem pela vidraça das janelas deparam com a vizinha estendendo roupas no varal. A esposa comenta com o marido o quanto aquela roupa está encardida. E a cena se repete algumas vezes chegando até, a esposa, comentar que iria qualquer hora ensinar a vizinha a alvejar as suas roupas.

Um belo dia ao tomarem café na copa a esposa olha pela janela e depara com lençóis branquinhos e exclama:

-Veja marido, finalmente nossa vizinha aprendeu a lavar roupas, veja como estão clarinhas...

E o marido responde:

-Querida, é porque hoje eu acordei mais cedo e lavei todas as nossas vidraças!



Bem, podemos fazer uma analogia do encardido da vidraça com nossos preconceitos que as vezes não deixam que enxerguemos com clareza certas situações.

Sempre falo aos meus alunos, futuros entrevistadores, sobre o perigo de não se ter sempre limpas as janelas da avaliação, para que os ruídos de preconceitos diversos não atrapalhem no momento da seleção da entrevista de emprego.

Preconceitos podem se transformar em grandiosos ruídos do processo seletivo.

Os ruídos são inúmeros como: preconceitos, tabus, inveja, inseguranças, sentimento de inferioridade ou de superioridade, hostilidade, desejo de dominar, rivalidade, etc. Quem tem que brilhar é a capacidade do candidato que está a sua frente e não a imagem distorcida que você faz dele recheada destes ruídos. Devemos tomar cuidado para que preconceitos não se integrem na mensagem e criem em nós o hábito da distorção. Depois eu volto para falar mais de alguns ruídos... e contar mais historinhas..

Abraços e fiquem bem...

Autor: Prof. Rita Alonso
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Comentários dos visitantes:

From: "marcel"
Date: Sat, September 13, 2008 8:40 pm

Ola tenho uma historia para vocês.Um mestre budista caminhava pelos vilarejos com seu discípulo, levando palavra de conforto em troca de comida e dormida, já que eles fazem votos de pobreza; Quando eles chegaram em uma aldeia pequena e pobre, como era de costume assim que os moradores avistavam um mestre adentrar em sua propriedade, paravam tudo o que estavam fazendo para recepcioná-lo, Convidado para entrar, foi servido o que havia de melhor em sua casa, já que pobre ela era, não passava de uma simples choupana com telhado de palha, em um terreninho com plantio de arroz, e um barraquinho que servia de estábulo para uma vaca magra.O mestre ao entrar, abençoou a casa, sentou em volta da mesa com seus moradores, e comeu tudo o que serviram, que eram basicamente duas coisas, leite e arroz.Com muita alegria todos comeram arroz com coalho, beberam leite e de sobremesa comeram pão de farinha de arroz e água com manteiga e queijo; Como já era tarde o sitiante convidou os peregrinos para pousar em seu estábulo, já que sua casa era pequena, e assim foi.Antes de amanhecer o mestre acordou se discípulo, pediu-lhe para pegar a vaca trazê-la para fora, o que cegamente o fez, seguindo o mestre com a vaca em uma corda, chegaram em um barranco, o mestre parou olhou e disse. -Aqui esta bom, agora jogue a vaca abaixo!Surpreendido pelo pedido do mestre, mas com dor no peito, pois não entendera por que, o mestre queria fazer isso com a vaca, e pior ainda com a família que os tratara tão bem, já que a vaca era o sustento da família, empurrou a vaca que rolou o barranco e quebrou o pescoço; Sem entender o que acontecera, se pos a acompanhar o mestre em sua peregrinação, mas isso ficou por muitos anos em sua cabeça.Muitos anos se passaram e nunca mais retornaram ha aquela aldeia, ate que o mestre morreu, com peso no coração o discípulo resolveu visitar essa família, pois sentia que tinha uma grande divida para com ela, já que perdera um sustento importante em suas vidas; Ao chegar na aldeia deparou com o terreno abandonado a casa destruída e muito mato, perguntou a um vizinho que por ali passava o que acontecerá com a família que ali morava, e com um sorriso na rosto comentou. - A família que morava ai, agora esta morando no centro da cidade. - Centro, que centro. - No centro, a o senhor não é daqui, pois é, há muito tempo o casal que morava aqui deu guarita para dois monges, que dormiram no estábulo, quando eles foram embora não fecharam direito o barraco e a única vaca deles fugiu caiu num barranco e morreu, desesperado para alimentar a família o sitiante e sua esposa procuram emprego em uma cidade vizinha, uma coisa leva a outra, voltaram a estudar para ganhar mais, colocaram os filhos na escola, e o tempo passa; Hoje ele é o prefeito da cidade que ajudou a construir, vendo que o povo local passava por estrema necessidades, como eles há tempos. - Hoje temos escolas em nossa cidade, centro medica e ate um mercado municipal, não precisamos mais ir para outra cidade para vender ou comprar, e tudo por causa de uma vaca magra,E compreendendo o ocorrido, o discípulo virou mestre.Conclusão: só vamos dar o primeiro passo, quando jogamos nossa vaquinha barranco abaixo.


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