Implantes minúsculos
Imagine se em um futuro não muito distante o governo crie uma lei que obrigue que um microchip eletrônico seja implantado no corpo das pessoas, nos seus primeiros anos de vida. A finalidade deste chip é permitir a identificação do indivíduo, evitando fraudes e roubos. Por exemplo, para fazer um saque eletrônico, o caixa do banco enviaria um sinal de rádio ao chip dentro do corpo da pessoa, e verificaria se ela é realmente quem está dizendo ser.
Com o passar dos anos, as pessoas achariam absolutamente normal implantar um chip em seus filhos. Aliás, com o desenvolvimento da tecnologia, o chip seria tão pequeno que poderia ser implantado juntamente com a injeção que todo mundo recebe quando é criança.
O problema é... para que propósitos o governo usaria tais chips? Você estaria preparado para ter a vida toda rastreada pelo governo? Imagine todo mundo com um chip eletrônico no corpo. O governo poderia localizar qualquer pessoa em qualquer local do planeta, facilmente. Poderia saber seu estado de saúde, conhecer os locais que frequenta... Isso seria bom? Você se sentiria confortável sabendo que os governantes podem rastrear você a hora que quiser, da mesma forma que os cientistas fazem hoje quando colocam um transmissor preso na barbatana de uma foca? Eu acho que isso não seria muito bom, não. Mas se você pensa que isso nunca irá acontecer, então leia este texto por completo, e depois dê seu parecer. Envie seus comentários.
RFID 'Powder' - O menor transmissor RFID do mundo.

"E Ele fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte,
para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
(Apocalipse 13: 16-17)
A empresa Hitachi acaba de apresentar o menor transmissor RFID do mundo. Como um pequeno milagre da miniaturização, este chip RFID (do inglês "Radio Frequency IDentification", ou "identificação por rádio frequência") mede apenas 0.05 x 0.05 milímetros.
Até agora, o menor transmissor RFID era o Hitachi mu-chip, com 0.4 x 0.4 milímetros. Olhando a foto acima é possível ter uma idéia do tamanho deste novo chip. A foto da esquerda mostra o mu-chip sobre a ponta de um dedo. Agora, compare com a foto da direita. Aquela linha preta é um fio de cabelo. O novo chip é cerca de 60 vezes menor que o chip anterior.
O novo chip RFID possui uma ROM de 128 bits, na qual é possível armazenar um número com 38 dígitos, como seu predecessor.
O mu-chip já está em produção, e chegou a ser usado para prevenir a falsificação de tickets de uma feira de tecnologia (a Aich international technology exposition). Este chip é tão pequeno que poderá ser escondido até mesmo em uma folha de papel. Assim, pode-se, por exemplo, colocar o chip na etiqueta de um produto, e um detector na porta tornaria praticamente impossível o roubo de mercadorias.
Outra aplicação do microchip é a identificação e rastreamento de pessoas. Por exemplo, imagine que você participou de um protesto nas ruas da cidade. A polícia pode então lançar na multidão um spray contendo estes microchips. Os chips grudariam nas pessoas, e assim seria possível rastrear cada uma delas, se necessário.
Novas idéias para o uso do microchip estão surgindo a todo momento. Cogita-se que o governo pode pulverizar as fronteiras com este chip. Assim, quem passar por lá ilegalmente ficará com estas partículas eletrônicas grudadas ao corpo e poderá ser facilmente localizado. Um restaurante poderia colocar chips na refeição do cliente. Assim, o valor da conta seria definido através de um scaner, que identificaria os chips no estômago do cliente e calcularia o que foi consumido.
Campanhas para implantar chips nas pessoas
O fabricante de um chip de identificação destinado a ser implantado em seres humanos lança nos Estados Unidos uma campanha publicitária para promover o dispositivo, oferecendo descontos de US$ 50 para as 100 mil primeiras pessoas que se inscreverem para receber o implante.
O VeriChip, que tem o tamanho de um grão de arroz e é produzido pela Appied Digital Solutions (ADS), custa US$ 200. Os clientes precisam também pagar pelo procedimento de implantação, que deve ser feito por um médico, e uma taxa mensal de US$ 10 pela manutenção de um banco de dados, diz o porta-voz da ADS, Michael Cossolotto.
O VeriChip emite um sinal de rádio na freqüência de 125 kilohertz contendo um número de série único que pode ser lido por um scanner. O número é usado para acessar um banco de dados contendo informações do cliente. Cada usuário preenche um formulário contendo os detalhes que querem ter relacionados no banco de dados ao passar pelo procedimento, diz Cossolotto.
No começo da semana, a ADS anunciou a decisão da FDA (órgão do governo americano que controla alimentos e remédios) de que o VeriChip não é um dispositivo controlado pela agência quando for usado para "finalidades de segurança, finanças e identificação pessoal".
A súbita aprovação do VeriChip veio apesar das preocupações de um dos investigadores da FDA em torno de possíveis riscos à saúde humana. Em animais, estes microchips de identificação são usados há anos.
A companhia tenta vender seu produto para uma série de aplicações de segurança, entre elas:
- Controlar o acesso a estruturas físicas, como escritórios governamentais, usinas nucleares ou empresas privadas. Em vez de passar um cartão magnético pela leitora, os funcionários passariam o próprio braço por um scanner especial, tendo sua identidade confirmada.
- Reduzir as fraudes financeiras. Neste cenário, as pessoas poderiam usar seu implante para tirar dinheiro no caixa eletrônico. Suas contas não poderiam ser acessadas a menos que estivessem fisicamente presentes.
- Reduzir o roubo de identidade. As pessoas poderiam usar o chip no lugar das senhas de acesso na Internet.
Cossolotto disse que a ADS já recebeu "centenas" de encomendas.
Enquanto isso, os defensores do direito à privacidade discutem o perigo de implantes forçados. "Chips de identidade são uma espécie de rédea eletrônica, uma forma digital de exercer controle sobre as pessoas", disse Marc Rotenberg, da organização pró-privacidade EPIC. "O que acontece se as empresas começarem a exigir o direito de implantar estes chips em seus funcionários como uma cláusula contratual? Além disso, implantes como estes podem facilmente ser colocados em condenados em liberdade condicional".
Rotenberg disse que a EPIC solicitou ao governo americano que divulgasse maiores detalhes sobre a aprovação do dispositivo.
O VeriChip também deixa alarmados os integrantes de algumas seitas cristãs, que temem que ele seja a "Marca da Besta" descrita na Bíblia. Dezenas de sites fazem alusão às implicações satânicas dessa nova tecnologia.
A companhia vem tentando dissipar estes medos desde que o VeriChip foi lançado em dezembro de 2001. "É um dispositivo de uso voluntário que acreditamos ter enorme utilidade", disse Cossolotto. "Queremos que seja usado para o bem".
A companhia ainda não decidiu se os scanners necessários para a leitura do chip, que custam cerca de US$ 1,5 mil, serão vendidos ou distribuídos gratuitamente. A ADS disse que sete empresas da área de saúde, localizadas nos estados do Arizona, Texas Flórida e Virgínia, já se inscreveram para distribuir o chip. O fabricante também mobilizou um ônibus como unidade móvel para promover o produto. Os interessados em receber o implante podem se inscrever no site.
A ADS pretende lançar um chip implantável com recursos de GPS ainda esse ano.
Em breve:
Implantes extraterrestres!
Algumas pessoas alegam ter sido sequestradas por seres que não parecem ser humanos. Alegam, ainda, que tais seres teriam inserido implantes minúsculos em seu corpo. Estariam estas pessoas sofrendo algum tipo de delírio? Ou a idéia de que seres de outros planetas estão nos estudando não é assim tão impossível quanto parece? Este tema será discutido na segunda parte da seção de implantes do Sombras da Realidade. Aguarde, e participe dando sua opinião.
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