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Sou um simples mortal que cultiva o constante aprimoramento do intelecto e que se esforça para tornar este mundo um pouco melhor. Seja bem vindo ao meu website.
Fontes de Inspiração:
Emerson, Einstein, Krishnamurti, Charles Darwin, Thoreau

Inteligência e amizades

Everton Spolaor -  março de 2010 

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Olá, amigos.

Existem certas pessoas com as quais você gosta de conversar, de conviver, de compartilhar experiências, e é absolutamente irrelevante se estas pessoas especiais que te agradam são detentoras de uma brilhante inteligência ou se são simplórias, de cérebro obtuso, cabeças de taturana. Não é preciso ter inteligência sofisticada para ser um bom amigo. Basta olhar para seu cão de estimação, se tens um, é claro.

O cão não é provido de um intelecto notável, embora eu já tenha conhecido pessoas cuja imbecilidade supera em muito a de qualquer vira-latas, mas o bichano demonstra um forte laço de amizade e confiança para com seu "dono". Devemos preservar as boas amizades, as amizades verdadeiras. E uma amizade verdadeira independe do grau de cultura ou de intelecto.

 

 

No entanto, todo homem que se preza, e até mesmo aquele que não se preza, deveria acrescentar em suas relações interpessoais o convívio com indivíduos de cultura e intelecto superior. Não é lá muito prudente passar a vida sem trocar idéias diferentes daquelas discussões sobre o tamanho da bundz da vizinha, sobre o novo escapamento do Maverick do vizinho, sobre acontecimentos do ambiente de trabalho, sobre o escanteio que o jogador errou no outro dia ou sobre aquela questão do tipo "será que vai chover?". A vida é algo sério demais para ser apenas um lago de idéias banais, medíocres, vazias de significado.

Antes do despertar da internet e das mídias sociais era complicado desenlaçar-se das garras (ou seriam laços?) da ignorância. No século XIX, por exemplo, as pessoas viviam em suas cidades ou aldeias e conheciam somente os parentes e vizinhos próximos. Isso porque era complicado se deslocar. Não existiam carros, nem aviões, nem foguetes, nem naves intergaláticas, nem máquinas de transposição molecular. A comunicação era precária. Não existia telefone celular, nem internet, nem email, nem messenger, nem porkut, nem compartilhador positrônico de pensamento, nem transmissor nuclear de status cerebral. O mundo era bem menor. Assim, quem tivesse o azar de nascer em uma comunidade de pessoas ignorantes estava condenado a ser mais um ignorante no mundo. Um homem e uma mulher eram apenas um casal a mais em nosso planeta.


Hoje em dia só vive preso a um grupo restrito de pessoas - e consequentemente de idéias - quem assim desejar. Ficou muito fácil compartilhar e debater idéias com pensadores de qualquer parte do planeta. Só não debate quem não quer, ou quem acredita que já tem cultura e inteligência suficientes. Einstein já dizia que a inteligência é democrática, pois todo mundo acredita que já a tem o suficiente. Ops, quase fugi do assunto novamente. Pois bem, hoje em dia não é muito difícil encontrar pessoas inteligentes e cultas. Se no meio em que você vive (no seu bairro, no seu trabalho, na sua sala de aula etc.) não os encontrou, é só buscar em outros locais.

 

Você tem o mundo todo para explorar. E há também o mundo virtual, com os foruns de discussão, as mídias sociais. Aproveite estes recursos e conheça os mais diversos pensadores deste mundo e, quem sabe, até de outros mundo. kkk... conheço uns sujeitos que só podem ser alienígenas... Mas não vá, em função disso, desprezar aquela amizade simples e sincera de alguém que não está a fim de se aventurar pelo mundo das idéias. 

 

Um dos efeitos paralelos que surgem em quem se engaja na busca de um nível mais refinado de pensar é que o vivente começa a perder a tolerância para com a encheção de liguiça. Aos poucos você vai deixando de ter saco pra falar sobre o tempo, sobre programas fúteis da televisão, sobre futebol e essas coisas que só servem mesmo pra deixar a linguiça estufada. Mas falar asneira nos momentos de descontração também pode ser sinal de sabedoria. Ninguém pode ser considerado sábio apenas porque tem a mente cheia de informações. Verdadeiro sábio é aquele que sabe conciliar com elegância o conhecimento elevado dos elementos da natureza com a beleza das amizades simples e verdadeiras.

 

Everton Spolaor

 



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Se tivesse que escolher um único elemento que viesse a ser distribuído entre todos os homens, eu não escolheria dinheiro, nem amores e nem mesmo saúde. Desejaria que o homem tivesse uma maior inteligência. É certo que o mundo seria muito mais justo e que a vida se desenrolaria com uma qualidade superior se nos relacionássemos com pessoas mais cultas, mais sábias.


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