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Se tem uma historinha que gosto de encerrar uma de minhas aulas é a dos cinco cegos... Pois bem, pediram a cinco cegos para descrever um elefante, e o primeiro disse que o elefante era um grande casco de tartaruga porque estava em cima do elefante.

O segundo cego disse: - Você está errado... elefante é uma grande serpente, pois estava apalpando a tromba do elefante.

O terceiro cego ficou irritado e disse: -Mas, o que é isso meus amigos, eu é que sei o que é um elefante... é um grande lençol macio e felpudo... Ele estava tocando a orelha do bicho.

- Nada disso - retrucou o que examinou a pata - eu examinei cuidadosamente o bicho. Trata-se de um tronco de árvore pesado, e forte.

E o último cego: - Tudo errado! vocês estão loucos! Elefante não passa de um frágil chicotinho... berrou segurando o rabinho do elefante...



E as discussões se seguiram, sem é claro, chegarem a nenhuma conclusão. Moral: Quanto menos parcial for a nossa percepção da realidade, mais chances temos de nos aproximar do todo e melhor entendermos a realidade à nossa volta. E, ainda, se não somos flexíveis e procurarmos entender as razões do outro, não poderemos rever as nossas percepções e chegar a novos aprendizados.

A moral da história para nós profissionais de RH, é ter muito cuidado na análise de cada candidato... Cuidado para que impressões pessoais e “pré-conceitos” não interfiram negativamente no julgamento do candidato. Trabalhamos basicamente como num controle de qualidade: este candidato serve, este não serve... é necessário uma reflexão diária... Lembrar sempre que nossas verdades não são eternas. Lembrar que existem outras verdades, que vamos encontrar candidatos que não têm valores iguais aos nossos, percepções diferentes da mesma realidade e nem por isso iremos desclassificá-los do processo por isso.

Lembrem-se: até um relógio parado consegue estar certo duas vezes ao dia...

Abraços a todos e fiquem bem...

Autor: Prof. Rita Alonso
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