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    Eu odeio puxa-saco!

    Imagine a cena: você e seus colegas estão dando um duro danado no trabalho. Um de seus colegas parece estar especialmente atarefado: Passa horas na frente do computador e chega a ficar no escritório mesmo após o horário de trabalho. E então você descobre que o que ele está fazendo não tem nada a ver com a empresa: ele está fazendo pesquisas e digitando o trabalho de conclusão de um curso do patrão.

    E mais: algum tempo depois, esse mesmo colega começa a ganhar privilégios, como promoções, viagens etc. Como você se sentiria? Desmotivado? Injustiçado? A empresa ganha ou perde com pessoas assim?

    É impressionante verificar que para obter ascensão profissional muitas pessoas deixam de lado sua verdadeira natureza, deixam de lado sua personalidade. Vivemos em um mundo de falsidade, ganância e ignorância. Enquanto algumas pessoas agem com extremo profissionalismo e dignidade, há quem direcione sua energia tramando golpes, fazendo joguinhos, manipulando informações e denegrindo a imagem alheia para benefício próprio. Gostaria de trocar uma idéia com vocês a respeito dos tipos incovenientes que aparecem nas empresas, como o fofoqueiro, o puxa- saco e outros. Hoje, vou focar o assunto no puxa-saco.

    Ao longo de minha carreira profissional tive a satisfação de trabalhar nos mais diversos segmentos da atividade humana. Em minhas incursões por áreas como a produção industrial, marketing, vendas, engenharia e logística foi fácil perceber que apesar de cada ramo de atividade requerer um perfil comportamental bastante específico (o comportamento de um operário de fábrica não costuma ser igual ao de um promotor de justiça, por exemplo), certos aspectos relacionados à forma como as pessoas interagem parecem estar imunes às diferenças ambientais.


Ao longo dos anos eu fui percebendo que para obter privilégios e ascensão profissional muitas pessoas utilizam técnicas que estão longe de poderem ser consideradas éticas. São pessoas que apelam para a bajulação explícita dos dirigentes da empresa, fazem comentários maldosos sobre seus colegas a fim de denegrir a imagem deles, armam estratégias para puxar o tapete dos outros e agem sempre com falsidade, enganando seus colegas de trabalho e gerando uma série de desconfortos que acabam abalando o clima organizacional. Mas por que as pessoas agem assim em seu local de trabalho? E por que alguns dirigentes preferem promover um bajulador (conhecido também como puxa- saco) a promover uma pessoa realmente capacitada? Por que existe tanta falsidade entre as pessoas?

Dentre os diversos tipos de comportamentos existentes nas empresas (fofoqueiros, brincalhões, chorões, revoltados etc.), creio que os piores são os que formam a dupla puxa-saco e saco-puxável. Quando estes dois se encontram, é horrível. Horrível para quem está ao redor. É claro que ninguém está imune a adotar, de vez em quando, atitudes características de um legítimo puxa-saco. Quem nunca bajulou alguém? Quem nunca se fez de meloso pra conseguir o carro emprestado com o pai? Isso tudo é absolutamente normal. Porém, fazer uma bajulação aqui e ali, esporadicamente, é uma coisa bem diferente daquilo que caracteriza um puxa-saco.

É perfeitamente normal existirem pessoas que mantêm com o patrão um relacionamento de amizade. Eu mesmo já tive patrões que eram ótimas pessoas, com as quais era um prazer discorrer em longas conversas. Ser amigo do patrão não caracteriza um comportamento de bajulação. O que eu chamo de bajulador é aquela pessoa que vive elogiando seu superior mesmo quando este o ignora ou o trata de forma desrespeitosa. É incrível como existem pessoas assim. Conheço pessoas que odeiam seu chefe, mas mesmo assim sempre o convidam para jantares, churrascos, festas de aniversário ou para tomar uma cerveja num bar. É impressionante como algumas pessoas não têm amor próprio. Conheço uma pessoa que, para agradar seu patrão, ofereceu-se para digitar todo o trabalho de conclusão do curso dele. O sujeito passava horas na frente do computador, fazendo pesquisas e digitando textos para o patrão. Enquanto todos os colegas davam um duro danado para tocar as tarefas diárias, o puxa-saco ficava ali, prestando favores pessoais no horário de trabalho. Deixava de passar o fim de tarde com a esposa, só pra agradar o chefinho. Isso é ridículo. Assim, a empresa perde, os colegas perdem, todo mundo perde, menos o puxa-saco, que vai conseguir maior facilidade para uma promoção ou aumento de salário. O profissional que realmente veste a camisa da empresa, que traz lucros e valor à empresa é deixado em segundo plano.

Na minha opinião, o puxa-saco é uma pessoa medíocre e que não tem competência para subir na empresa através dos seus próprios méritos, necessitando, então, ficar fazendo agradinhos aos seus superiores.

No caso desta pessoa citada, a mediocricidade era explícita, porque apesar de viver fazendo todo tipo de bajulação, os comentários que ele fazia do patrão eram sempre sarcásticos e pejorativos. Como é que pode alguém bajular uma pessoa e depois falar mal dela pelas costas? Tem patrão que é cego mesmo, ou que adora viver no mundo do faz-de-conta.

Mas até que ponto é possível manter com o patrão uma relação amigável e respeitosa sem ser taxado de puxa-saco pelos colegas?

Creio que ser amigo do patrão não tem nada a ver com bajulação, desde que o tratamento que você dá a ele seja da mesma qualidade que você dá aos colegas. Se você é uma pessoa que cultiva o bom relacionamento com seus colegas e faz o mesmo para com seu patrão, então você não é um puxa-saco. É fácil perceber a diferença. Mas o que fazer quando o patrão é um tipo de pessoa que gosta que o bajulem e dá mais atenção às pessoas que o elogiam e que puxam seu saco? Vale a pena entrar no jogo e ser mais um babão? Ou o profissionalismo sempre prevalece? O que fazer quando o patrão promove seu colega puramente por puxação de saco, ao invés de promover alguém realmente competente? Mudar de empresa? Gostaria de saber a opinião de vocês.

Um abraço.

Everton Spolaor


:: Comentários dos internautas

From: "EDNA GONÇALVES" [ednamagugo@hotmail.com]
Date: Tue, January 20, 2009 12:18 pm

Everton, vc falou tudo o que tenho vivenciado.Por doze anos fui rejeitada no trabalho por não puxar o saco.Agora que o meu candidato ganhou as eleiçoes para prefeito e assumiu o cargo, os puxa sacos, me puxaram o tapete, me caluniaram, me difamaram, e nem votaram no homem. toda vez que eu o defendia,tiravam uma com a miha cara de que ele jamais ganharia, agora que ganhou, me tiram também porque não fui escolhida pra cargos de confiança, e sim, os inimigos dele. Como pode???? estou chocada.

Tue, 09 Oct 2002 23:32:50 -0300 [10/09/2007 11:32:50 PM BRT]
From: "Fernando (Argentina)"

Gostei muito do seu texto!
A descrição do puxa-saco é muito boa mas, como tudo, tem diferentes graus e não todo mundo é um puxa-saco explícito. Eu estou convivendo há 4 anos com uma pessoa deste tipo que faz quase o mesmo trabalho que eu. E até estou com muita dificuldade para continuar acreditando nos meus pròprios valores pelos resultados organizacionais.
Todo mundo (niveis superiores) fala maravilhas desta pessoa. Os profissionais do mesmo nìvel que não trabalharam diretamente com ela, falam que ela é muito boa. Mas uma vez que trabalham juntos, alguns percebem o que realmente (fica com as informações e não compartilha, fala muito e faz pouco, etc.) é e outros nem percebem e até adoram.
Falo alguns porque cada relacionamento é diferente. Esta pessoa é inteligente. Não posso dizer que não. Mas nem todo mundo tem a capacidade para identificar os seus pontos fracos porque está contagiada do trabalho do tipo “show” e “esquece” do trabalho profissional sustentável. Deixa aos profissionais mediocres contentes porque ajudou aos outros para ficar bonito, mas o trabalho não é util. Foi feito para a foto. Queria compartilhar a minha experiência porque às vezes não sei como continuar trabalhando aí.


Tue, 10 Oct 2007 21:32:00 -0300 [10/09/2007 09:32:00 PM BRT]
From: "Everton Spolaor" [evertonlspolaor@yahoo.com.br]

Obrigado pelo comentário, Fernando.
Eu já tive a infelicidade de me deparar com medíocres incompetentes como os que você citou. Pessoas assim, que roubam idéias alheias, se vangloriam com os feitos dos outros e que são especialistas em falar aquilo que seu superior quer ouvir - mesmo que para isso tenham que mentir - existem em qualquer lugar. Assim sendo, é importante sempre fazer nosso marketing pessoal. Se você é bom em seu trabalho, ou teve uma idéia criativa que trouxe bons resultados para a empresa, busque mecanismos para que as pessoas certas saibam o que você fez. Pois se você não fizer isso, algum puxa-saco de plantão vai se vangloriar com suas idéias, vai te explorar e o resto você já sabe... Eu já vi esta cena várias vezes: pessoas inteligentes criam coisas novas nas empresas, mas quem leva o crédito é algum puxa-saco que passa mais tempo na sala do gerente do que em casa. Já está mais do que na hora de dar um basta a essa gente ignorante.
Grande abraço!

Everton Spolaor

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