Alienação
É lamentável ter que constatar diariamente a imensa ignorância em que a sociedade, de uma forma geral, está imersa. Veja, há uma gigantesca legião de homens e mulheres que acreditam piamente que a mídia está constantemente nos suprindo de informações verdadeiras. Todo homem de mentalidade leviana costuma acreditar que está sempre muito bem informado sobre tudo o que acontece no mundo e que se algo estranho estivesse acontecendo, a televisão já o teria informado.
Vivemos dias televisivos, de apelo ao irracional, em que a boa lógica não vale um vintém. As pessoas aceitam sem titubear nem pensar qualquer despautério que emane do vídeo ou que esteja impresso. O que a imprensa afirma ou reproduz, o animal midiático engole e digere.
Assim, caso você tenha real interesse em saber o que existe de verdade neste polêmico tema, acompanhe-me em minha análise.
Vejam, é fácil perceber que uma nuvem de incultura está descendo sobre as cidades e contaminando as conversações cotidianas. Há pessoas que acreditam que entendem de clonagem, só porque viram alguma coisa sobre isto na novela das oito. Há ainda os beócios que citam o Fantástico como fonte de seus conhecimentos. Há milhares de pessoas no mundo todo, discutindo seriamente, como se história fosse, uma ficção intitulada Código da Vinci. E não falta quem se considere muito culto, só porque leu as tolices de Paulo Coelho ou alguns escritos de Saramago.
Os jornais, em suas chamadas, noticiam os eventos fictícios de uma novela ao lado dos fatos do mundo real. É como se a leitura tivesse sido jogada a um museu de curiosidades históricas e a única fonte de informação contemporânea fosse a telinha da TV.
Este tipo de atitude passiva, de tomar como verdade somente aquilo que é direcionado às massas, nada mais é senão uma imensa e deplorável alienação. É triste, mas vivemos em um mundo repleto de pessoas alienadas e ignorantes.
Certa vez um pensador disse que quanto menor é a inteligência de uma pessoa, menos misteriosa lhe parece a vida.
De fato, todo tolo satisfaz sua curiosidade com qualquer explicação pífia e desprovida de embasamento que encontrar pela frente. Para o tolo, é satisfatório explicar um fenômeno qualquer através de falácias e argumentos infantis como "isso não existe, porque eu nunca vi", ou então "isto é assim porque Deus fez assim", ou ainda "eu vi no programa da Hebe que isso tudo é bobagem".
Há pessoas que assinam alguma revista de assuntos variados (Veja, Época e similares) e assistem fielmente ao noticiário da televisão, e isto já lhes é suficiente para sentirem que estão muito bem informados sobre tudo o que acontece ao seu redor. Esquecem-se que a mídia busca o lucro, e que para alcançar este lucro ela precisa atender àquilo que as massas mais gostam. E as massas gostam de futilidades. Futebol, novelas, politicagens, tragédias, falar da vida alheia. Ninguém quer saber se existe gelo em uma lua de Júpiter. Ninguém está interessado em saber de onde surgiu o código binário ou o que é a teoria da do universo holográfico.
Investigando o fenômeno
No início deste texto afirmei que os OVNIs existem, são reais e há décadas vêm sendo monitorados e registrados em documentos oficiais elaborados por autoridades científicas, governamentais e militares de diversos países.
Faço esta afirmação com plena convicção porque, ao contrário do que fazem as pessoas alienadas, que acreditam somente naquilo que os outros dizem para ela acreditar, eu prefiro investigar por conta própria um assunto sobre o qual tenho interesse. Não sou de acatar facilmente a opinião alheia. Sempre que me interesso por um assunto novo, procuro investigar a maior quantidade de fontes possível, identificando e contatando as pessoas envolvidas, estabelecendo relações, analisando diferentes pontos de vista, observando detalhes etc.
Sempre que me interesso por um assunto novo, faço de tudo para ter condições de ter uma opinião decente a respeito. Se não conheço um determinado tema e alguém perguntar o que penso sobre ele, direi simplesmente que não penso nada, porque não sei nada.
Certa vez eu tinha uma coleção de aproximadamente 3 mil latinhas de cerveja, organizadas em várias prateleiras na parede de casa. Havia latinhas de todos os tipos, tamanhos e origens. Algumas eram de países que já nem existem mais, como a Tchecoslováquia. Outras exibiam nomes estranhos que estavam relacionados ao tipo de cerveja, como stout, pale, ale, pilsen, bock, weizen etc. Minha curiosidade fez com que eu comprasse alguns livros sobre cerveja, e então entendi o que eram todos aqueles nomes. Mas eu não achei suficiente apenas ler o que as outras pessoas escreveram sobre a cerveja. Queria criar meu próprio conhecimento. Então comprei cinco quilos de cevada, lúpulo e malte, e depois de muitas horas e muita sujeira, fiz minha própria cerveja em casa. Agora sim, eu posso dizer que conheço alguma coisa sobre esta deliciosa bebida. Antes eu não sabia nada, agora sei um pouquinho e posso ter minha própria opinião.
Fiz exatamente a mesma coisa a respeito de um tema polêmico da modernidade: os discos voadores!
Calma, eu não construí um disco voador no porão de casa.
A origem de meu interesse
Em uma data esquecida do meu passado longínquo, há alguns milhões de anos, quando eu tinha em torno de 15 anos de idade, ou talvez um pouco menos, estava deitado na minha cama quando, ao olhar pela janela do quarto, vi algo tão estranho que me fez dar um pulo. Sobre um prédio distante, uma luz imensa estava se movendo vagarosamente, da esquerda para a direita. A princípio pensei tratar-se de um helicóptero, mas subitamente aquela luz fez um movimento extremamente rápido e irregular, coisa que se fosse feita com um helicóptero ou avião, transformaria seus ocupantes em recheio de lasanha.
Pensei comigo mesmo: “Putz que pariu, o que diachos era aquilo?”. A tal luz então voltou para a esquerda e sumiu no horizonte com uma velocidade impressionante. Imediatamente, para tentar entender o que tinha cabado de ver, avaliei mentalmente todas as possibilidades: meteoro, avião militar, balão, foguete, superman, mulher maravilha, homem aranha com uma lanterna na mão, relâmpago, canhão de luz apontado para uma nuvem, gás do pântano, holofote dos thundercats, alucinação, imaginação, sujeira no olho, vaga-lume mutante gigante, planeta, nuvem lenticular, assombração, pipa com lamparinas voadoras, satélite, aeromodelo controlado por controle remoto, passarinhos voando em grupo com tinta luminescente no corpo, Drácula, dirigível da Good Year, cabeça da Carla Perez (vive nas nuvens), gnomo voador, bruxa com vassoura tunada, papai Noel, disco de pagode sendo incendiado e lançado ao espaço por um metaleiro revoltado, miragem... Enfim, nenhuma destas possibilidades parecia se encaixar no que eu havia visto. Então, só sobrou uma explicação: seres alienígenas!
Pensei comigo mesmo:
“Nossa, será que aquilo era um dos tais discos voadores que alguns malucos dizem ter visto por aí? Vixe! Então não é mentira... que loko!”
No dia seguinte, e durante vários anos, coloquei-me a pesquisar o máximo possível sobre a possibilidade de um ser pensante que vive em outro planeta viajar até a Terra para atrapalhar o sono das pessoas que estão com a janela aberta, olhando para as estrelas. Será que é possível? Existem outros mundos habitados lá fora? E essas histórias que contam por aí? Será que é tudo alucinação e mentira de gente doida que só quer aparecer? Ou existe algum fundo de verdade nestes relatos?
Ao longo de vários anos eu pesquisei este tema. Conheci muita gente maluca, místicos idiotas, pesquisadores independentes sérios, outros nada sérios, gente com imaginação fértil que produz tresloucadas histórias sobre sondas espectrais, sobre seres feitos de plasma que enviam mensagens telepáticas e mais uma vasta série de estranhas entidades. Acampei no topo de morros para observar o céu à noite, troquei correspondências com astronautas da NASA, com astrônomos de diversos países, com físicos, com entusiastas do que chamam de ufologia, com fanáticos que tratam o assunto como uma religião... Li dezenas de livros, documentos da aeronáutica, do exército, da ONU e de diversos órgãos governamentais, Assisti a uma variedade enorme de vídeos, vi uma enorme coleção de fotos de supostas naves... Enfim, me aprofundei neste assunto e hoje posso dizer que conheço um pouquinho sobre a possibilidade de o nosso planeta ter sido visitado por seres de outros mundos. Agora o mano aqui vai compartilhar, com quem quiser, o que descobriu nestas aventuras todas.
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